A primeira referência a um duelo com punhos fechados é uma placa de pedra da Mesopotâmia, datada de 5 mil a.C. No terceiro milênio a.C., os sumérios também se socavam, assim como os egípcios por volta de 2 mil a.C. Os gregos, por sua vez, incorporaram o boxe a suas Olimpíadas em 668 a.C. Foi na Grécia, aliás, que o esporte foi organizado e ganhou regras - os romanos também curtiam brigas com socos entre gladiadores, que foram proibidas em 393. No século 18, o esporte ressurgiu na Inglaterra e foi batizado como boxing. A pancadaria corria solta, mas a partir de 1788 surgiram as primeiras limitações de golpes e a prática começou a correr o mundo - em 1920 voltou a ser olímpica. Desde então, o boxe virou um espetáculo milionário dentro e fora dos ringues, faturando até Oscar de melhor filme com Rocky, em 1976.

Boxeadores profissionais usam menos equipamentos que os amadores.

Os gregos antigos lutavam nus, mas já usavam luvas. Desde o século 18, o uniforme básico é formado por calções, tênis e luvas - o protetor bucal só foi incorporado no século 20. No boxe amador, modalidade praticada nas Olimpíadas, adiciona-se camiseta e protetor para a cabeça.

PUNHO ARMADO
Luvas evitam que os golpes cortem os rostos dos lutadores. As mãos são enfaixadas para proteger os ossos.

ROUPA DE GALA
Profissionais variam na escolha de cores e cortes do calção. Os amadores vestem uma cor só - azul ou vermelha.

GINGA NO PÉ
Tênis leves facilitam os movimentos. O formato varia, mas são sempre usados com os cadarços apertados.